Pular para o conteúdo principal

Cacau Novaes, Valdeck Almeida e Gilmara Silva participaram de Feira Cultural no México

No último fim de semana, sexta-feira (24), sábado (25) e domingo (26) aconteceu a "Feria Cultural Virtual de Santiago Tuxtla, Veracruz, México 2020, en honor a Santiago Apóstol", que aconteceu na cidade de Santiago Tuxtla, Veracruz, México.

Cacau Novaes, Gilmara Silva e Valdeck Almeida
Foto: Montagem/Reprodução

Gilmara Silva, Cacau Novaes e Valdeck Almeida participaram representando o Brasil, através de vídeos gravados, recitando seus poemas traduzidos para o espanhol: Gilmara Silva participou com o poema "Escribe, Negra"; Valdeck Almeida recitou o poema "El tic tac biológico"; Cacau Novaes participou com o poema "Violín". (Confira os poemas abaixo).  

A participação se deu a partir de convite do poeta mexicano Flavio Ramón, que participa com Valdeck Almeida, Cacau Novaes e Gilmara Silva do "Taller Internacional de Literatura", evento online, que acontece todos os sábados, a partir das 19h, horário do Brasil. Organizado por Neyil Reyes, em San Jacinto, Bolívar, Colômbia, a oficina literária é aberta a escritores de várias partes do mundo.

Gilmara Silva - Foto: Divulgação

Escribe, Negra ... Teje tu libertad

¡Escríbelo, Negra!
Porque en el tejido de estas líneas sabes que hay amor y dolor
En el dolor, delimita diversas imposiciones y castraciones subjetivas.
En el amor hay esperanza
ordena las posibilidades
La desobediencia está permitida
No te inclines ante las presentaciones.
¡Escríbelo, Negra!
Porque solo tú conoces y sientes los dolores y sabores de pertenecer a la Mujer Negra
Porque aunque no quieran saber, escuchar y leer
Solo tú eres dueño de lo que marca tu vida
¡Escríbelo, Preta!
¡Porque al escribir también te refieres a LIBERTAD!

Gilmara Silva
Assistente Social, Poetisa
Salvador, Bahia, Brasil

Valdeck Almeida - Foto: Guido Sampaio

El tictac biológico

OJO
Eres ser hablante
con oídos tapados
viviendo en automático

OJO
Estás en celo eterno
volando en luces líquidas
como golondrindas sin alas

OJO
Eres un semental
que siembra sueños
y cosechas ilusiones

OJO
Tienes corazón mecánico
y anhelas el riesgo
de la certindumbre

OJO
Eres isla desierta
llena de mareos,
golpeada por el olvido 

OJO
Planeas tu supervivéncia
en un cruce de calle
pero no aprovechas el camino

Valdeck Almeida de Jesus
Jornalista, Poeta e Embaixador do Parlamento Internacional de Escritores da Colômbia
Salvador, Bahia, Brasil 

Cacau Novaes - Foto: Ricardo Prado

Violín

Camino por calles estrechas
entre mansiones centenarias,
dormidas,
miro al cielo y miro estrellas,
miro hacia atrás y miro
amores olvidados.
Bailemos, pues, al sonido
del violín
que embriaga mi alma
y me hace viajar en el tiempo
dejándome en sintonía
con el universo
eso traduce mi agonía
y me hace caminar el camino
traducido en cada verso,
que viene con el viento
pasando por las calles estrechas
y pasa por el tiempo.
Me siento como un vagabundo
sin destino
Ni lugar para refugiarse.
Soy como el tren que pasa
en el riel
y sin noticias deja
quien se queda.
Quien sabe el dia
llegando después de la noche
trae la promesa
de un nuevo comienzo.
No mido mis pasos
porque estoy suelto
como un pájaro volador
y va más allá 
que buscar tu suerte.
Así que bailemos 
al sonido del violín, 
embelesado, 
sin preocuparse 
con la noche que pasa 
y con el vino 
que llega a su fin, 
después de un viaje
que, entre estrellas, 
parece interminable, 
pero se acabó 
al amanecer. 

Cacau Novaes 
Professor, Poeta e Cônsul do Parlamento Internacional de Escritores da Colômbia
Salvador, Bahia, Brasil

Assista vídeos:

Comentários

  1. Estamos seguindo os passos inciados em 2005/2007 por Damario DaCruz, depois por João Vanderlei de Moraes Filho, Wesley Correia, Antonio Barreto, Semírames Sé, Ametista Nunes, Douglas de Almeida, Walter Cezar... A Colômbia é logo ali, a língua é filha da mesma mãe da língua portuguesa... Os costumes, músicas, geografias e histórias, além da cultura, nos encanta e atrai cada vez mais poetas e artistas de outros gêneros para as diversas possibilidades de intercâmbio coletivo ou individual.
    Assim como os colombianos, o Brasil também tem suas fronteiras abertas para a paz e o amor. Sigamos os passos dos que vieram antes. Os caminhos estão abertos e as possibilidades de arriscar é que nos faz homens (e mulheres), parafraseando o poema Todo Risco, do saudoso Damario.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Nosso Sarau encerra atividades deste ano em evento com participação do Brasil, Argentina, México e Colômbia

Na noite de ontem (22), o Nosso Sarau encerrou as atividades deste ano em um evento virtual, que reuniu participantes do Brasil, Argentina, México e Colômbia, com leitura de poesias e contos e apresentações musicais. As participações de países latino-americanos tem acontecido desde que o evento passou a ser realizado em formato on-line, através de lives transmitidas gratuitamente pelo Facebook e YouTube. Participaram deste encontro os(as) poetas e contistas Alejandra Díaz, Ametista Nunes, Angélica Maschio, Cacau Novaes, Catarina Labouré, Cecilia Peixoto, Cecilia Rogers, Claudia Alejandra Auriol, Cris Ávila, Cristina Leilane Fernandes, Dilma de Andrade, Faba, Gabriela Ladrón de Guevara, Graciela Romero, Jooselene Neggra Black, Jorge Alfredo Castillo Moreno, Lican Javier M., Ligia Helena Carvalho, Manuela Barreto, Mariana Valle, Mariney Klecz, Martín Nigromante, Nhyin - o Gnomo do Arco-íris, Priscila Moreira, Rebeca Carvalho, Regina Alves, Rita Queiroz­, Rosania Alves, Sérgio Augusto Fer...

Beiju de coco da Nenzinha pode virar livro infantil

O livro "História sua e minha: beiju de coco da Nenzinha", conta para o público infantil como foi a criação do beiju de Coco no Território do Recôncavo pelas mãos de Amália Santana no ano de 1976. Paula Anias - Foto: Reprodução/Redes sociais O beiju de coco faz parte da tradição da culinária do recôncavo baiano e conhecer sua história é preservar uma memória muitas vezes esquecida. Essa iguaria foi criada por Amália Santana, uma mulher negra, residente na localidade do Ponto Certo, situada no município de Sapeaçu. Ela realizou um processo de empreendedorismo econômico no Recôncavo baiano beneficiando centenas de famílias com esse oficio. Quem é a autora deste livro? Paula Anália Anias é historiadora, pesquisadora do tema e escreveu o texto que vai compor o livro. Em entrevista ao site G1 ela disse como chegou até Dona Nenzinha: “Fizemos um álbum iconográfico, no qual o aluno devia encontrar um patrimônio histórico ainda não tombado em seu município. Aí descobrimos essa mulher...

Nosso Sarau recebe o escritor carioca Bruno Black na edição de setembro

Morador da comunidade do Fumacê, é autor de diversos livros e organiza eventos culturais no Rio de Janeiro O Nosso Sarau de setembro traz como convidado o poeta, escritor infantil, produtor cultural, agente literário, educador social, ativista sociocultural e apresentador Bruno Black, que acontece no dia 24, das 18h às 21h30, no KreativLab do Goethe-Institut Salvador. O escritor participa de um bate papo sobre os seus livros e o seu trabalho com mediação de Cacau Novaes, além de sessão de autógrafos de duas de suas obras: Tarja Preta (poesia) e Cadê Tia Suely? (infantil). O evento ainda tem recital de poesia com Alvorecer Santos, Ametista Nunes, Cacau Novaes, Glória Terra, Lícia Souza, Lucas de Matos, Pareta Calderasch, Rita Pinheiro, Rosana Paulo e Valdeck Almeida de Jesus. Além disso, a noite será animada com apresentações musicais de Chá Rize e Sílvio Correia. Com produção e curadoria de Cacau Novaes e coordenação artística de Alvorecer Santos, o Nosso Sarau é um evento gratui...

‘A rosa de Hiroxima’, de Vinicius de Moraes, em extraordinária interpretação de Ney Matogrosso

“O sonho da razão produz monstros” – Goya (pintor espanhol) A Rosa de Hiroshima é um poema do poeta e compositor Vinicius de Moraes. O poema tornou-se um grande protesto, primeiro em forma de poesia e mais tarde em forma de música. Os versos abordam as consequências da guerra, o desastre que as bombas atômicas – apelidadas pelos norte-americanos de Fat Man e Little Boy – fizeram nas cidades de Hiroshima e Nagasaki, no Japão, durante a Segunda Guerra Mundial. Ney Matogrosso - Foto: Divulgação Criado em 1945, o poema foi primeiro publicado no livro Antologia Poética. Mais tarde, em 1973, os versos foram musicados. A canção foi lançada no disco de estreia do grupo Secos e Molhados. A sua composição melódica é da autoria de Gerson Conrad, integrante do referido conjunto, cuja formação inicial também incluía João Ricardo e Ney Matogrosso. A ROSA DE HIROXIMA Pensem nas crianças Mudas telepáticas Pensem nas meninas Cegas inexatas Pensem nas mulheres Rotas alteradas Pensem nas feridas Como ros...

Edição internacional do Nosso Sarau ultrapassa 6 horas, em uma live com muita poesia, conto, música e performances

Em mais uma edição internacional, ontem (26), o Nosso Sarau reuniu participantes do Brasil, México, Argentina e Colômbia em uma live, que durou mais de 6 horas, com poesias, contos, músicas e performances. O evento, com mediação de Cacau Novaes e Valdeck Almeida de Jesus, superou todas as expectativas, desde o momento de inscrição (em menos de 24h já havia mais de 50) até a duração duração do sarau, que começou ontem (26), às 18h, e adentrou os primeiros minutos do dia de hoje (27) indo até as 00h23min. Recitando poesias e lendo contos autorais, estiveram presentes Adelson Pinto, Alejandra Díaz, Alejandro Rodelo Caro, Ametista Nunes, Ana Raiol, Andréa Santos, Alvorecer Santos, Cacau Novaes, Cecília Peixoto, Cecília Rogers, Chary Gumeta, Claudio Galindo, Johanna Marcela Rozo, Joselene Neggra Black, Laura Coronel Viana, Lican Javier M., Lícia Souza, Ligia Helena Carvalho, Manuela Barreto, Marcos Peixe, Mariney Klecz, Oralia López Serrano, Paz Sarinha, Poeta Ali Agora, Priscila Moreira, R...