Pular para o conteúdo principal

Lande Onawale é o escritor convidado do Nosso Sarau de novembro

 

Encerrando o mês da Consciência Negra, no dia 30 de novembro (quarta-feira), 18h, na Biblioteca do Goethe-Institut Salvador, o Nosso Sarau tem como convidado o educador, contista, poeta e compositor Lande Onawale, que participa de um bate papo sobre o seu trabalho.


O evento, com entrada gratuita, acontece com muita poesia, música, performances artísticas, além de um bazar com livros, CDs e DVDs dos participantes. Nesta edição, estarão presentes diversos poetas e escritores, como Alessandra Sampaio, Alvorecer Santos, Ametista Nunes, Cacau Novaes, Cristina Leilane Fernandes, Daniel Lira, Douglas de Almeida, Jovina Souza, Larah Oliveira, Marcos Peixe, que recitarão e lerão textos autorais. Participam também os atores da 40º Graus Models Bahia, homenageando os poetas convidados com um recital de poesia.

Um show com Di Carvalho e Marcelo Moreno abrirá o sarau, mas, no decorrer do evento, acontecem ainda as participações musicais de Chá Rize e Pantera. Haverá ainda as participações internacionais dos escritores Joce Daniels (Colômbia) e Milagros Sefair (Argentina) e do cantor e compositor brasileiro Magno Estevam, que está na Alemanha, de forma virtual.

O Nosso Sarau tem a produção e curadoria de Cacau Novaes. Nesta edição terá apresentação de Douglas de Almeida, mediação de Alessandra Sampaio e coordenação de Alvorecer Santos e Marcos Peixe.

Devido ao decreto nº 21.744, publicado pelo Governo do Estado da Bahia, será exigido o uso obrigatório de máscara e o comprovante de vacinação.

O evento também poderá ser assistido pela página do Facebook do Nosso Sarau.

 

Sobre o escritor convidado

Lande Onawale, pseudônimo de Reinaldo Santana Sampaio, nasceu em Salvador, Bahia, em 1965. Licenciado em História pela Universidade Federal da Bahia, professor da rede estadual de ensino, é Tata do terreiro Tanuri Junçara. Militante do Movimento Negro Brasileiro, é poeta, contista, compositor. Desde 1996, vem publicando poemas e contos em antologias diversas no Brasil e Exterior.

Lande Onawale - Foto: Divulgação

Em 2003, lançou O vento, reunião de poemas, sua primeira obra individual. A este se seguiram os volumes Kalunga: poemas de um mar sem fim / poems of an infinte sea, publicado em 2011 em edição bilíngue, lançada com sucesso nos Estados Unidos. Também neste ano publicou o volume de contos Sete: diásporas íntimas, contemplado pelo MEC para adoção no Ensino Médio em toda a rede pública do país. Em 2019, lançou, pela Organismo Editora, o livro de poemas Pretices e Milongas. Participou também de diversas antologias. Desde 1996, Lande Onawale é presença constante na série Cadernos Negros, tanto nos volumes de poemas quanto naqueles voltados para a ficção, em especial as short stories. Colaborou com a revista eletrônica Afirma - comunicação e pesquisa.  Com o pseudônimo de Aoria, publicou poemas no Jornal do MNU - Movimento Negro Unificado (19 e 20) e um samba – “Um sonho, uma idéia” – na revista Canto Negro, do Bloco Afro Ilê Ayê.

Como compositor, teve três sambas gravados pelos blocos Malê Debale e Olodum. Em 2020, cantando sua composição Uganda, abre o álbum “Bom mesmo é estar debaixo d’agua”, da cantora baiana Ludji Luna.

Para Lande, a literatura é uma possibilidade de inventar e reinventar caminhos intelectuais, afetivos, ancestrais para cada leitor ou leitora, colocar estes caminhos à sua disposição e, a partir desse diálogo, promover o progresso humano e, principalmente, o fortalecimento do povo preto como protagonista desse progresso

 

Sobre o Nosso Sarau

O Nosso Sarau acontece desde 2018, com produção e curadoria de Cacau Novaes, na biblioteca do Goethe-Institut Salvador. Durante a pandemia, aconteceram edições virtuais, reunindo poetas, escritores, músicos e outros artistas de diversos países do mundo. Também neste período, o Nosso Sarau realizou as edições virtuais no Brasil do M.I.E.L. – Movimiento Internacional de Escritores y Artistas por la Libertad, o Día de la Insurgencia Cultural, com outros parceiros, além de vários eventos internacionais. Também está presente em diversas feiras de livros virtuais internacionais, reunindo os poetas, escritores e músicos participantes das edições presenciais.

 

SERVIÇO

O QUÊ: Nosso Sarau

ONDE: Goethe-Institut Salvador

QUANDO: Quarta – 30/11/2022 – 18h

QUANTO: Gratuito

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Cacau Novaes é o escritor convidado do Nosso Sarau deste mês, dia 15

O escritor Cacau Novaes é o convidado da edição deste mês do Nosso Sarau, que acontece no KreatvLab do Goethe Institut Salvador, dia 15/04, às 18 horas, com entrada gratuita. Produtor e curador do evento, há 6 anos, o autor participa, de um bate papo mediado por Décio Torres, pela primeira vez como escritor convidado, em que falará sobre a sua trajetória literária e seu novo livro de poesia: “Eu só queria ver o pôr do sol”. A apresentação ficará por conta de Rosana Paulo, que comandará o recital de poemas com Alvorecer Santos, Douglas de Almeida, Jeane Sánchez, Luiz Eudes, Marcos Peixe, Rita Pinheiro, Rita Santana e Vitória Régia, além das apresentações musicais de Chá Rize, Di Carvalho e Sílvio Correia. O Nosso Sarau acontece desde 2018, com apoio do Goethe Institut Salvador. A produção do evento nesta edição ficará com Marcos Peixe e a curadoria com Alvorecer Santos. Toda a programação também será transmitida pelo perfil do Instagram @nossosarau.ssa Sobre o autor Cacau Novaes

Cacau Novaes entrevista Nego Jhá: 'Vem pro cabaré'

Nêgo Jhá é uma banda do interior da Bahia, da cidade de Iguaí, situada no Centro Sul do estado, criada em janeiro de 2018, por Guilherme Santana e Gabriel Almeida, através de u ma simples brincadeira entre amigos, que resultou em um trabalho profissional.  A banda já contabiliza mais de 30 milhões de visualizações no YouTube com suas músicas, entre elas, destaca-se “Cabaré”, música de trabalho gravada por artistas famosos, que compartilharam vídeos, que viralizaram na internet, ouvindo e dançando o hit do momento em todo o Brasil. Até no BBB21 da Rede Globo já tocou a música dos garotos. Foto: Divulgação Confira abaixo a entrevista com os integrantes da Nego Jhá: Cacau Novaes - Como surgiu a ideia de criar Nego Jhá? Como tudo começou?  Nego Jhá -  Através de uma brincadeira entre mim, Guilherme, e meu amigo Gabriel, que toca teclado.  No início não tínhamos em mente de que isso se tornaria algo profissional, pensamos apenas em gravar por diversão e resenha. Cacau Novaes -  É uma dupl

Aos 14 anos, baiana Cacá Magalhães canta em programa nos EUA e chama atenção de DeGeneres

Jovem, dona de uma voz potente e orgulhosa da sua baianidade. Poderíamos estar falando de Ivete Sangalo nos idos dos anos 1990 ou de outras mulheres a exemplo da Margareth Menezes e Daniela Mercury nos anos 1980, mas não. A baiana em questão é Cacá Magalhães, de 14 anos e moradora da cidade de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador.  Foto: Reprodução / Twitter Revelada para o mundo após participar do programa "Little Big Shots", da rede estadunidense de televisão NBC, no último domingo (24), cantando niguém menos que Nina Simone, ela conta que seu canto foi aflorado muito tempo antes, quando incentivada pelo seu avô começou a escutar canções de ritmos negros norte-americanos. "Quando eu era pequena meu avô sempre colocava Blues no carro e eu fui inspirada por isso. Eu escutava música e batucava em casa, minha irmã percebeu que eu tinha esse talento e meus pais logo me inscreveram em um conservatório de música", conta a adolescente. A trajetória no con

Os morcegos estão comendo os mamãos maduros, de Gramiro de Matos

Sim, morcegos de fato comem mamãos, ou mamões maduros, mas, não é sobre morcegos nem sobre mamões o segundo e que eu saiba, derradeiro romance de Gramiro de Matos, ou Ramiro de Matos, ou Ramirão Ão Ão, cujo subtítulo, é,”O besta y a doida”, é sobre... Bem, é sobre lombrigas e angústia, sobre o que fazer da vida, seja você um viadinho suburbano, uma filha de deputado, um bêbado amante da filha do deputado, um maconheiro, um pintor ensandecido, um atropelado, ou duas belas jovens pegando carona na Rio-Bahia. O livro é sobre o belo e o horroroso da vida, que você pode passar com dor ou com muita dor. A escolha é sua, ou talvez não, mas, porém, contudo e entretanto, “O besta y a doida”, que mistura português com espanhol, James Joyce ( seu Jaime, para os chegados) com Gregório de Matos, os tupis e os atlantes, não é um livro triste, pelo contrário, é um livro até esperançoso, Macunaíma dos anos 70,embora o autor prefira Oswald a Mário de Andrade, mas o que sabe um autor do livro que

Avisa lá: Hoje é aniversário do Olodum

“Avisa lá, que eu vou chegar mais tarde. Oh yeah!Vou me juntar ao Olodum. Que é da AlegriaÉ denominado de vulcão. O estampido ecoouOs quatros cantos do mundo. Em menos de um minuto. Em segundos” Sim, hoje é aniversário do Olodum. São 41 anos de muita luta, trabalho, resistência e criatividade em defesa da igualdade e da cultura na Bahia. Minhas homenagens este ano, vão para o coração do Olodum, que se algum dia parar de bater, o Olodum desaparece, pois é neste espaço onde o vigor e o talento se juntam para compartilhar consciência, alegria e cidadania.  Foto: Divulgação Falo da Banda Reggae Olodum, também conhecida como o Exército do Samba Reggae. Por lá, nesses 41 anos de existência, passaram centenas de percussionistas, dezenas de cantores, bailarinos e Mestres.   É a Banda Olodum que arrasta multidões pelo mundo afora.  É a Banda Olodum com sua batida inconfundível que amplifica nossas dores, nossos amores, nossas vozes, nas vozes dos cantores. Por isto afirmamos com tan